Depoimento: “Sugestões Úteis Para um Equilíbrio em Família”

 Por Erika Ramos – Pennsylvania , USA.

“Participei de uma “Conferência Nacional da Família”, em Washington, USA. Tratava-se de um encontro de familiares os quais possuem filhos com Esclerose Tuberosa. Meu marido e eu estivemos presentes em maravilhosas sessões educacionais. Um dos temas mais interessantes foi o equilíbrio da vida em família e estratégias para uma perspectiva saudável. As sessões foram conduzidas por Ellen Grumeretz , Ph.D, e Linda Ham que é diretora do programa de serviços da NTSA. Fomos a esta conferência por uma razão: encontrar a resposta mágica para nossa pergunta “Como lidar com tudo isso?”. A sessão foi aberta exatamente com o que queríamos discutir e vieram à tona preocupações sobre como lidar com nossas crianças, com os outros membros da família, com nosso trabalho e finanças. Nos dias de hoje todas as famílias passam por algum tipo de stress , converse com qualquer pai ou mãe e você certamente o encontrará correndo de uma atividade para outra, sem tempo suficiente para fazer todas as coisas que precisa. Cada família tinha uma situação diferente, mas todas com uma coisa em comum: o stress causado pelas necessidades especiais que as crianças com ET possuem. Linda disse para imaginarmos a vida como um círculo. Imaginem uma torta, quando somente os pais cuidam da criança eles se tornam 100% da torta; e se por algum motivo faltar um dos pais perde-se 50%. Concluindo, precisamos dividir a torta em muito mais fatias. Dividindo as responsabilidades sobre nossos filhos e nossas tarefas com diferentes pessoas, podemos aliviar alguma pressão que sentimos quando somente nós, pais, estamos envolvidos. Linda e Ellen enfatizaram que temos que ter uma rede de suporte, desta maneira não desanimaremos quando a pressão subir demais. A um ano atrás eu e meu marido tínhamos profissões atarefadas. Minha filha Dakota de 7 anos e meu filho Brandon que tem ET com 3 anos e meio estavam na creche. Se tivéssemos que trabalhar à noite ou nos finais de semana , confiávamos somente em nossos parentes. Nunca tivemos uma babá ao nosso lado. Se minha irmã, pai ou minha avô não estavam disponíveis, não saíamos. Contávamos com eles somente para emergências ou trabalho e raramente saíamos como um casal. Tudo que tínhamos era o trabalho e nossos filhos. Passados 12 meses, fizemos grandes mudanças, como por exemplo diminuí o meu ritmo de trabalho e também outras pequenas mudanças que fizeram uma grande diferença em nossas vidas. Uma das maiores mudanças tem sido a contratação de uma babá. Junto com minha família temos várias babás disponíveis, contando com os vizinhos e adolescentes que estão sempre dispostos a olhar as crianças. Quando eu preciso de meia hora para mim mesma, eu posso mandar as crianças para a casa da minha vizinha idosa. Elas fazem companhia a ela e ainda ajudam na limpeza, assim consigo o tempo que preciso. Para sair junto com meu marido contamos com a ajuda de uma adolescente de confiança. Eu conheço vários pais de crianças da creche e frequentemente ajudamos um ao outro dando caronas e “quebrando o galho” um do outro. Se Dakota vai à casa de algum amigo e eu também puder mandar Brandon, isto me dá um tempo para fazer compras, limpar a casa ou apenas ter um pouco de paz e tranquilidade. Reveze os cuidados de suas crianças com outras pessoas de vez em quando e todos se beneficiarão. Como podemos relaxar deixando Brandon com a babá, sabendo que ele pode ter um ataque?. Para resolver estas emergências compramos um telefone celular, xerocamos informações sobre o comportamento em ataques e deixamos com cada babá diferente que contratamos. Explicamos para cada uma o que pode acontecer e como lidar com a situação. Eu conheço um casal cuja filha é severamente afetada, eles descobriram uma vizinha que estuda educação especial na faculdade. Assim eles se sentem super bem deixando a filha com ela, porque ao mesmo tempo ela está aprendendo. Uma mãe me disse recentemente que queria fazer ginástica mas não tinha tempo. Estávamos paradas em um campo de futebol vendo nossos filhos jogarem. Então outra mãe disse claramente, ”Porque não agora?”, nós podemos caminhar em volta do campo enquanto nossas crianças jogam. Então a mãe ocupada disse :”Não, nossas crianças não podem andar muito e não podemos deixa-las lá sozinhas. Então uma terceira mãe voluntariou-se a olhar todo o grupo de crianças, enquanto o resto de nós exercitávamos. Onde há um querer, há um caminho. Se você quiser dividir os pedaços desta torta com a boa vontade de seus amigos, parentes e vizinhos, certamente sentirá menos stress. A um ano atrás eu nunca pediria a minha vizinha de 70 anos para olhar as crianças. Não! Hoje não há respostas mágicas, mas se você procurar o suficiente irá descobrir que há diferentes pessoas de fora as quais estão dispostas a aliviar o peso de seus ombros. Acredite, isto pode ser feito. Este tem sido o melhor ano da minha vida, ter um grande círculo de ajudantes foi a maior parte de um crescimento positivo. Minha família está feliz , eu estou menos estressada e meus filhos passam parte do tempo com pessoas maravilhosas. Agradeço muito por todos os conselhos e experiências na conferência familiar, por me fazerem pensar muito e firmemente sobre minha família e o stress em minha vida.”

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